A história que Deus vai escrevendo na minha vida, ou melhor, a epopeia que vamos escrevendo a meias não pára de me surpreender,
Às vezes gostava de saber antecipadamente o caminho... mas sinto-me um verdadeiro agarrado... Sabem aquelas séries de televisão viciantes que acabámos de ver o ultimo episódio e já desejámos ter o episódio seguinte para ver qual é o seguimento da coisa? Ou então, aqueles livros deliciosos que têm sequelas e nós quase que esganamos o autor para colocar à venda o próximo livro?
Eu sinto-me assim com Deus!
Deus tem-me falado simultaneamente de uma forma tão concreta e tão humana que quase me choca! Sim é verdade. Há dois fins de semana consecutivos que o grupo de jovens me tem revelado, nada mais nada menos que... eu próprio! E concomitantemente a Busca!
Se no último fds, me tinha sido revelado que eu devia viver o tempo presente - renunciando aquilo que o tempo devorou e não ficar agarrado a ilusões, expectativas, quimeras - convidando-me a entrar no meu quarto. Hoje senti que ele me falava claramente ao viver dentro de mim - não viver alheio ao meu interior, ao que se passa cá dentro. Não viver a exterioridade de quem abdica da sua vida para viver mediana, a vida assim assim, a vida descomprometida com o interior e preenchida pelo exterior.
Hoje senti que é bem cá dentro, na interioridade que a Busca tem que ser feita, não que não o soubesse à partida, mas hoje descobri-o como uma etapa, um caminho e não como uma frase que se diz daquelas que Deus vive dentro de mim, mas que eu não vivo, vivo fora e por isso não o encontro. O mesmo se pode dizer em: a diferença entre o descer baixo e o descer ao profundo. Descer baixo, porque o faço a partir de fora, é ser ordinário, vulgar, comum. Descer ao profundo, porque o faço a partir de dentro, é encontrar Deus.
Aqui reside o gozo de viver e ser feliz. Quem vive sem Deus pode aspirar ao bem-estar, quem vive com Deus arrisca-se a conquistar a Felicidade.
É a esperança que mo revela.
(a musica do momento)
sábado, 24 de outubro de 2009
sábado, 19 de setembro de 2009
E mais recordações
Cada vez que arrumo o meu quarto desligo-me de mais um pedaço de passado... Há coisas que vou deitando fora, papeis velhos que resistem a sucessivas arrumações, chega um dia em que são atirados fora. Junto a eles vão tb pedaços de madeira, flores secas... coisas.
Curioso como num passado recente não atiraria fora metade das coisas, mas agora desprendo-me do passado, porque compreendo que aquelas coisas valem não pelo que são mas pelo que me fazem recordar e as recordações guardo-as bem cá dentro... não se apagam, mesmo que os objectos não estejam lá, elas permanecem.
Lia, entre outros papeis, os obstáculos dos meninos de campo maior, não me recordo bem se aquele material resultara de uma aula de 7º ou de 8º ano... aqueles papelinhos guardados e confiados à minha pessoa, colocam por escrito o maior obstáculo da vida de um adolescente.
Voltei a fazer a mesma análise de conteúdo que fiz há 5 anos atrás, a esmagadora maioria dos osbtáculos resultava da morte de um familiar ou situação grave de saúde (cerca de 90%), o outro resultava de situações de violência - na conjugalidade, parentalidade, entre pares, e outros (8%), e por ultimo um grupo de outsiders (2%), entre respostas superfluas outras engraçadinhas, surgiu uma que na altura me passou completamente despercebida, uma resposta genial para um miudo daquela idade...
Para esse miudo (sim só podia, a caligrafia era horrivel, o papel cortado sem preceito) o principal da vida dele resumia-se a uma palavra: "mudar".
Que consciência das coisas!! Que clarividência! Eu por vezes faz isso, coloco esse verbo não como motor e incentivo da vida e, ao inves, transformou-o no principal obstáculo.
Talvez este verbo seja demasiado abrangente e concentre em si um vasto leque de possibilidades, dado que não sabem em que sentido se processa ou quer processar a mudança. Pode mudar-se para bem ou para o mal.
[pensei em colocar aqui um scan do papel, mas por uma questão de privacidade e sigilo não o fiz]
Esta musica é uma verdadeira prece...
Curioso como num passado recente não atiraria fora metade das coisas, mas agora desprendo-me do passado, porque compreendo que aquelas coisas valem não pelo que são mas pelo que me fazem recordar e as recordações guardo-as bem cá dentro... não se apagam, mesmo que os objectos não estejam lá, elas permanecem.
Lia, entre outros papeis, os obstáculos dos meninos de campo maior, não me recordo bem se aquele material resultara de uma aula de 7º ou de 8º ano... aqueles papelinhos guardados e confiados à minha pessoa, colocam por escrito o maior obstáculo da vida de um adolescente.
Voltei a fazer a mesma análise de conteúdo que fiz há 5 anos atrás, a esmagadora maioria dos osbtáculos resultava da morte de um familiar ou situação grave de saúde (cerca de 90%), o outro resultava de situações de violência - na conjugalidade, parentalidade, entre pares, e outros (8%), e por ultimo um grupo de outsiders (2%), entre respostas superfluas outras engraçadinhas, surgiu uma que na altura me passou completamente despercebida, uma resposta genial para um miudo daquela idade...
Para esse miudo (sim só podia, a caligrafia era horrivel, o papel cortado sem preceito) o principal da vida dele resumia-se a uma palavra: "mudar".
Que consciência das coisas!! Que clarividência! Eu por vezes faz isso, coloco esse verbo não como motor e incentivo da vida e, ao inves, transformou-o no principal obstáculo.
Talvez este verbo seja demasiado abrangente e concentre em si um vasto leque de possibilidades, dado que não sabem em que sentido se processa ou quer processar a mudança. Pode mudar-se para bem ou para o mal.
[pensei em colocar aqui um scan do papel, mas por uma questão de privacidade e sigilo não o fiz]
Esta musica é uma verdadeira prece...
Dizer a verdade
De fugir!
Eu não queria escrever algo tipo Maria José Nogueira Pinto: "Eu sei que você sabe, que eu sei que..."
Mas, por vezes, quando a mentira precede a verdade... quando tentamos escutar a verdade soa-nos a mentira...
Sinceridade na fé =)
terça-feira, 15 de setembro de 2009
Ambos os lados
Ontem lia em parelha com a Maria um livro, que nos dispusemos a ler enquanto casal.
E essa leitura despertou-me uma consciência há muito enraizada em mim, mas que por vezes me esqueço dela: somos seres do mundo e simultaneamente de Deus. Somos primeiramente do mundo e só depois de Deus. Porque Deus nos arranca do pó da terra e nos insufla o Sopro de Vida. Mas somos Sopro de Vida e Pó =)
Temos ambos os lados: o divino e o corpóreo, mas à luz da consciência vem primeiro o divino... O Pó não gera vida. Não concorrem directamente um com o outro, se concorressem o divino ganha =P
Mas dentro de nós e percebendo a existencia destes dos lados, temos que perceber se somos conduzidos por um ou por outro em todos os acontecimentos e cirncunstâncias da vida.
Joni Mitchell
E essa leitura despertou-me uma consciência há muito enraizada em mim, mas que por vezes me esqueço dela: somos seres do mundo e simultaneamente de Deus. Somos primeiramente do mundo e só depois de Deus. Porque Deus nos arranca do pó da terra e nos insufla o Sopro de Vida. Mas somos Sopro de Vida e Pó =)
Temos ambos os lados: o divino e o corpóreo, mas à luz da consciência vem primeiro o divino... O Pó não gera vida. Não concorrem directamente um com o outro, se concorressem o divino ganha =P
Mas dentro de nós e percebendo a existencia destes dos lados, temos que perceber se somos conduzidos por um ou por outro em todos os acontecimentos e cirncunstâncias da vida.
Joni Mitchell
domingo, 13 de setembro de 2009
sábado, 12 de setembro de 2009
Vale tudo
Anything goes! Estamos no mundo do vale tudo, literalmente TUDO! Cortar de pernas, tirar de olhos... são apenas manifestações
Para todos aqueles que gostam de Indiana Jones. Recordo com alguma saudade as festas de aniversário da minha infância, quando estava em Évora, o Indiana Jones era presença assidua em todas elas.
Para todos aqueles que gostam de Indiana Jones. Recordo com alguma saudade as festas de aniversário da minha infância, quando estava em Évora, o Indiana Jones era presença assidua em todas elas.
Fragmentos
É impossivel apagar o passado! Está tatuado, deixa marca, permite-nos recordar sempre o que somos e como nos fomos fomos construindo, memória viva. =)
Sem passado seriamos fragmentos! Não seríamos totalidade.
A propósito disto, ouvi um proverbio alentejano: "diz-me com quem andas, que eu dir-te-ei com quem vais!"
LOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOLLLLLL
Sem passado seriamos fragmentos! Não seríamos totalidade.
A propósito disto, ouvi um proverbio alentejano: "diz-me com quem andas, que eu dir-te-ei com quem vais!"
LOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOLLLLLL
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