Esta velha cantora num timbre grave e rouco, consegue fazer me olhar para dentro.
A melancolia da melodia, o encadeado do poema... tudo me provoca introspecção.
Olhando para dentro e escutando-me tento convencer-me que está tudo bem, que nem estou nervoso, sem stress...
No fundo sei que tudo está prestes a dar uma grande volta.. que nada do que pensei, sonhei ou projectei vai ser assim.. será doutra forma mais Douta. Sei que é outra Sabedoria, não a minha, que vai abrindo caminhos para percorrer... de mim só depende: caminhar e escolher a melhor opção.
A melhor opção pode ser... aquilo que Ele quiser.
Entregando com confiança, agora sem stress e ouvindo os aplausos do final da actuação da Joni, sinto-me feliz.
sábado, 21 de novembro de 2009
quinta-feira, 19 de novembro de 2009
Num espaço entre o inexistente e o ausente
Com frequência as pessoas com quem me cruzo, em conversas banais, fazem equivaler os conceitos de Ausente e Inexistente.
Na realidade podem expressar o mesmo facto, mas sua essência manisfestam coisas diferentes:
- ausente é algo que existe, mas que não está visível, não está presente.
- inexistente é algo que nunca existiu, algo que não é.
Há amigos ausentes :), mas não há amigos inexistente, porque se são amigos, existem.
Há possibilidade de estar entre um e outro?
Na realidade podem expressar o mesmo facto, mas sua essência manisfestam coisas diferentes:
- ausente é algo que existe, mas que não está visível, não está presente.
- inexistente é algo que nunca existiu, algo que não é.
Há amigos ausentes :), mas não há amigos inexistente, porque se são amigos, existem.
Há possibilidade de estar entre um e outro?
segunda-feira, 16 de novembro de 2009
Adentro
"Será que já consegues encontrar-te contigo a sós? [Consegues ir lá mesmo ao fundo] e encontrares-te com um mistério profundo que te envolve e que tu procuras escamotear?"
Sim parece que vives a partir de fora, da exterioridade. Pensas o que pensa todo o mundo, pensas aquilo que os media tem mostram... vives e relacionas-te com o mundo, mas raramente te dispões a mergulhar no mistério...
Não tens tempo para nada, mas mesmo assim CARPE DIEM - aproveita o dia, sem pensar.
Dá cabeçadas que nem um tolo! Não leves vida muito a sério, evita tudo o que te pode complicar a vida - 'descomplica-te'.
O que acontece é que: um dia páras e percebes que não tens vivido, podes ter projecto mas não sabes o rumo; sabes que tens caminhos/metas mas não tens um Destino.
E nesse dia, não te reconhecerás, porque estarás nessa altura a olhar para dentro de ti... poderás até sentir-te satisfeito, mas nunca que terás a experiência de uma opção radical (com isto não estou a referir-me a fundamentalismos).
"Habituado a viver tudo a partir de fora, podes esquecer-te que para acreditar em Deus, é indispensável que o procures dentro de ti mesmo." Enquanto não o encontrares em ti, não o encontrarás em parte alguma. Os padres e os crentes podem massacrar-te com o seu testemunho, mas se dentro de ti, não houver uma disposição para o procurares no teu INTIMO, nunca O encontrarás.
Retirado do livro que estamos a ler no grupo de jovens no sabado à noite. Se quiseres saber o nome do livro, pergunta :)
Beijo/Abraço
João
Sim parece que vives a partir de fora, da exterioridade. Pensas o que pensa todo o mundo, pensas aquilo que os media tem mostram... vives e relacionas-te com o mundo, mas raramente te dispões a mergulhar no mistério...
Não tens tempo para nada, mas mesmo assim CARPE DIEM - aproveita o dia, sem pensar.
Dá cabeçadas que nem um tolo! Não leves vida muito a sério, evita tudo o que te pode complicar a vida - 'descomplica-te'.
O que acontece é que: um dia páras e percebes que não tens vivido, podes ter projecto mas não sabes o rumo; sabes que tens caminhos/metas mas não tens um Destino.
E nesse dia, não te reconhecerás, porque estarás nessa altura a olhar para dentro de ti... poderás até sentir-te satisfeito, mas nunca que terás a experiência de uma opção radical (com isto não estou a referir-me a fundamentalismos).
"Habituado a viver tudo a partir de fora, podes esquecer-te que para acreditar em Deus, é indispensável que o procures dentro de ti mesmo." Enquanto não o encontrares em ti, não o encontrarás em parte alguma. Os padres e os crentes podem massacrar-te com o seu testemunho, mas se dentro de ti, não houver uma disposição para o procurares no teu INTIMO, nunca O encontrarás.
Retirado do livro que estamos a ler no grupo de jovens no sabado à noite. Se quiseres saber o nome do livro, pergunta :)
Beijo/Abraço
João
sexta-feira, 13 de novembro de 2009
É sempre a somar!
As pessoas boas que passam na nossa vida, aquelas que marcam, que deixam saudade, que deixam algo de bom... Guardamos! Guardamos num sítio precioso.
Quase em silêncio constroem-se códigos de linguagem, de olhares de meninos travessos, de quem se entende e de quem sabe trabalhar em equipa.
Sabemos pronunciar à boa maneira americana a palavra 'previously' e tudo o que ela espelha.
Sabemos olhar criticamente o que nos envolve.
Pessoas que à partida nada têm de próximo nem de semelhante, acabam por se entender e traduzir em amizade uma relação laboral.
Ao meu amigo NASC!
Só tenho coisas boas para guardar.
Quase em silêncio constroem-se códigos de linguagem, de olhares de meninos travessos, de quem se entende e de quem sabe trabalhar em equipa.
Sabemos pronunciar à boa maneira americana a palavra 'previously' e tudo o que ela espelha.
Sabemos olhar criticamente o que nos envolve.
Pessoas que à partida nada têm de próximo nem de semelhante, acabam por se entender e traduzir em amizade uma relação laboral.
Ao meu amigo NASC!
Só tenho coisas boas para guardar.
domingo, 8 de novembro de 2009
riqueza da partilha
Se te calas, se silencias o que te inquieta... não aprofundo, não penso, não reflito, não vou mais longe.
A partilha de hoje do Magnificat foi brutal... fez-me ir fundo. A reflexão conduzida e partilhada por todos... recordo entre outros, o João e vou parafrasear, o Pai/Mãe amam-nos de tal forma que nos querem o melhor, perdoam sempre, acolhem sempre. A questão está ou pode estar no filho que se cansa de ser acolhido, perdoado, amado.
O Amor não cansa!
Confesso que me tocou e me levou até onde partilhei convosco. A questão da caminhada de compromisso e de amor... e depois a dimensão do pecado, da sua regularidade e normalidade que se acomodam na nossa vida de uma forma tão ordeira, que encaixa tão perfeitamente que pensamos que já faz parte.
O caminho é o amor. o pecado não pode nem deve ser caminho.
Vejam o clip... e mais não digo
Diz que disse:
"sou com'ó macaco, assim, assim, assim"
A partilha de hoje do Magnificat foi brutal... fez-me ir fundo. A reflexão conduzida e partilhada por todos... recordo entre outros, o João e vou parafrasear, o Pai/Mãe amam-nos de tal forma que nos querem o melhor, perdoam sempre, acolhem sempre. A questão está ou pode estar no filho que se cansa de ser acolhido, perdoado, amado.
O Amor não cansa!
Confesso que me tocou e me levou até onde partilhei convosco. A questão da caminhada de compromisso e de amor... e depois a dimensão do pecado, da sua regularidade e normalidade que se acomodam na nossa vida de uma forma tão ordeira, que encaixa tão perfeitamente que pensamos que já faz parte.
O caminho é o amor. o pecado não pode nem deve ser caminho.
Vejam o clip... e mais não digo
Diz que disse:
"sou com'ó macaco, assim, assim, assim"
domingo, 1 de novembro de 2009
Desistir?
Se há coisas que nos fazem ir mais longe são os sonhos, os projectos... objectivos.
Desistir destes é ficar por aqui, por perto, parado, estagnado.
Desistir de ser melhor? Abdicar da minha fé? De ser melhor? Da santidade?
Nah!!!!!
Eu quero ir fundo na existencia, só me pergunto onde é que Deus me vai levar...
Desistir destes é ficar por aqui, por perto, parado, estagnado.
Desistir de ser melhor? Abdicar da minha fé? De ser melhor? Da santidade?
Nah!!!!!
Eu quero ir fundo na existencia, só me pergunto onde é que Deus me vai levar...
sábado, 24 de outubro de 2009
O gozo e a imensa lábia de viver e ser feliz
A história que Deus vai escrevendo na minha vida, ou melhor, a epopeia que vamos escrevendo a meias não pára de me surpreender,
Às vezes gostava de saber antecipadamente o caminho... mas sinto-me um verdadeiro agarrado... Sabem aquelas séries de televisão viciantes que acabámos de ver o ultimo episódio e já desejámos ter o episódio seguinte para ver qual é o seguimento da coisa? Ou então, aqueles livros deliciosos que têm sequelas e nós quase que esganamos o autor para colocar à venda o próximo livro?
Eu sinto-me assim com Deus!
Deus tem-me falado simultaneamente de uma forma tão concreta e tão humana que quase me choca! Sim é verdade. Há dois fins de semana consecutivos que o grupo de jovens me tem revelado, nada mais nada menos que... eu próprio! E concomitantemente a Busca!
Se no último fds, me tinha sido revelado que eu devia viver o tempo presente - renunciando aquilo que o tempo devorou e não ficar agarrado a ilusões, expectativas, quimeras - convidando-me a entrar no meu quarto. Hoje senti que ele me falava claramente ao viver dentro de mim - não viver alheio ao meu interior, ao que se passa cá dentro. Não viver a exterioridade de quem abdica da sua vida para viver mediana, a vida assim assim, a vida descomprometida com o interior e preenchida pelo exterior.
Hoje senti que é bem cá dentro, na interioridade que a Busca tem que ser feita, não que não o soubesse à partida, mas hoje descobri-o como uma etapa, um caminho e não como uma frase que se diz daquelas que Deus vive dentro de mim, mas que eu não vivo, vivo fora e por isso não o encontro. O mesmo se pode dizer em: a diferença entre o descer baixo e o descer ao profundo. Descer baixo, porque o faço a partir de fora, é ser ordinário, vulgar, comum. Descer ao profundo, porque o faço a partir de dentro, é encontrar Deus.
Aqui reside o gozo de viver e ser feliz. Quem vive sem Deus pode aspirar ao bem-estar, quem vive com Deus arrisca-se a conquistar a Felicidade.
É a esperança que mo revela.
(a musica do momento)
Às vezes gostava de saber antecipadamente o caminho... mas sinto-me um verdadeiro agarrado... Sabem aquelas séries de televisão viciantes que acabámos de ver o ultimo episódio e já desejámos ter o episódio seguinte para ver qual é o seguimento da coisa? Ou então, aqueles livros deliciosos que têm sequelas e nós quase que esganamos o autor para colocar à venda o próximo livro?
Eu sinto-me assim com Deus!
Deus tem-me falado simultaneamente de uma forma tão concreta e tão humana que quase me choca! Sim é verdade. Há dois fins de semana consecutivos que o grupo de jovens me tem revelado, nada mais nada menos que... eu próprio! E concomitantemente a Busca!
Se no último fds, me tinha sido revelado que eu devia viver o tempo presente - renunciando aquilo que o tempo devorou e não ficar agarrado a ilusões, expectativas, quimeras - convidando-me a entrar no meu quarto. Hoje senti que ele me falava claramente ao viver dentro de mim - não viver alheio ao meu interior, ao que se passa cá dentro. Não viver a exterioridade de quem abdica da sua vida para viver mediana, a vida assim assim, a vida descomprometida com o interior e preenchida pelo exterior.
Hoje senti que é bem cá dentro, na interioridade que a Busca tem que ser feita, não que não o soubesse à partida, mas hoje descobri-o como uma etapa, um caminho e não como uma frase que se diz daquelas que Deus vive dentro de mim, mas que eu não vivo, vivo fora e por isso não o encontro. O mesmo se pode dizer em: a diferença entre o descer baixo e o descer ao profundo. Descer baixo, porque o faço a partir de fora, é ser ordinário, vulgar, comum. Descer ao profundo, porque o faço a partir de dentro, é encontrar Deus.
Aqui reside o gozo de viver e ser feliz. Quem vive sem Deus pode aspirar ao bem-estar, quem vive com Deus arrisca-se a conquistar a Felicidade.
É a esperança que mo revela.
(a musica do momento)
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