sexta-feira, 22 de agosto de 2008

Só não chora quem não tem coração

Costumo gritar nos entretantos do fado:
Ah! Boca linda!
És grande!
Ah Rouxinol!!!

Mas a minha preferida é: Só não chora quem não tem coração!

O fado... e a sua interpretação. Vamos experimentar a associar o fado e a vida.
O fado, o destino, a desventura... o carpir da tristeza.
O fado está repleto de sinceridade... de voz sentida e magoada.
Há uma voz que experimenta a amargura e que a expressa... e parece que depois de a cantar está amargura é expiada, purificada, reparada...

Há que sinceros como quem canta o fado, não se pode cantar algo que não se sente, não pode cantar experiências que não marcaram, assim como não faz sentido enfatizar coisas minimas.

A sinceridade do fado experimenta-se no timbre, no tom, no vibrato, no fado em acorde menor...

Podemos dizer que a nossa sina é triste, podemos chorá-la a cantar! Mas é muito mais importante as acções! Depois da expiação é preciso seguir a vida!

Tal como no fado a presença em palco(no palco da vida)diz tudo daquilo que nós somos.

Chega de falar e passemos à acção.
Silêncio que se vai cantar o fado:

4 comentários:

Orquidea disse...

Faz favor de me adicionares nos teus amigos senão não cometo mais nada.
Seu desnaturado
Á boca linda
:)

Orquidea disse...

Mas tens toda a razão João , até porque a vida tem de ser vivida e experimentada com emoção , com sentimento, amor , sinceridade e em cada obra que realizamos colocarmos o nosso todo, para não corrermos o risco de ser falsos.
O fado é um género de musica que não aprecio muito , sabes que eu sou mais batuke, mas o fadista tal como na vida tem que se entregar de corpo e alma e emoção no momento , só assim somos felizes...entregando-nos.
:)

ERute disse...

O video está muito giro...eheh

"Só não chora quem não tem coração", o complicado é quando o coração chora e os outros pensam que ele não existe.

Pin* disse...

sempre pertinente e actual!
gosto de pensar na minha vida como num fado(que pena n ter voz p cantar, se não cantaria já aqui um fadinho). a minha postura na vida tem de ser activa, isto é, não fico a carpir quando algo me corre mal. ergo-me e avanço. as muitas palavras estragam tudo, valem mais as acções. e por vezes é necessário fazer um reset, para que possamos descontruir monstros instalados em nós.*