quarta-feira, 2 de abril de 2008

Sofrimento abençoado



A misteriosa fragilidade dos laços humanos, os sentimentos que esta fragilidade inspira e a contraditória necessidade de criar laços e, ao mesmo tempo, de os manter flexíveis são os principais temas deste livro.
Bauman analisa assim o modo como a nossa era, que ele designa por modernidade líquida, ameaça a capacidade de amar e os crescentes níveis de insegurança, tanto nas relações amorosas como nas familiares, e até no convívio social com estranhos.
Zygmunt Bauman é considerado um dos mais atentos observadores das contradições do mundo actual.
Bauman nasceu na Polónia, em 1925, onde estudou Sociologia. Iniciou a sua carreira na Universidade de Varsóvia, onde ocupou a cátedra de Sociologia Geral. Os seus livros e artigos foram censurados e em 1968 foi afastado da Universidade. Emigrou e reconstruiu a sua carreira no Canadá, E. U. A. e Austrália. Em 1971, tornou-se professor na Universidade de Leeds, no Reino Unido, cargo que ocupou durante vinte anos. Recebeu, em 1989, o Prémio Amalfi e, em 1998, o Prémio Adorno. Actualmente é professor emérito de Sociologia nas Universidades de Leeds e Varsóvia.
Entre as suas principais obras contam-se Amor Líquido, Modernidade e Ambivalência, Ética Pós-Moderna e A Sociedade Cercada.


Modelo: 204 páginas
Ref. ISBN 972-708-901-1
Relógio d'água Editores


Recomendo a leitura!!!

Ontem na aula de história, o professor enquanto comentava o livro dizia: "...O amor só existe porque existe o homem..." e logo de seguida dizia: "...o desejo é espontâneo e que o amor constrói-se!"

Ora bem, desencantem-se todos aqueles que pensam que o o amor anda no ar, ou então que se dissolve na água que bebemos.
O amor existe porque Deus existe primeiro =), e nós conhecemos o amor porque Deus se relaciona connosco, logo o amor é relação!

O amor pode ser avaliado com base na essência da relação!
Contudo sabemos que requer alguma radicalidade na entrega... não entregamos metade de nós. Ou nos entregamos e envolvemos por inteiro ou então não faz sentido. Comparemos os 'nossos amores' com Aquele que nos ama primeiro (se é que pode ser comparado!), verificaremos que preferencialmente, aquela é a verdadeira forma de amar e, portanto, nós vamos querer amar dessa forma! É a forma ideal de amar... devemos aproximarmo-nos o mais possível desta referência de amor.


Se a tua relação com Ele for pura virtualidade, e amas virtualmente alguém, então estás a ser coerente com o experiencias em relação ao que ama primeiro.

Quando te disserem que querem fazer parte da tua vida - e atenção fazer parte é entregar-se e receber por inteiro- de forma concreta e objectiva, tenta perceber à luz da essência de uma relação se se está a falar de realidade ou de virtualidade.

Quer a presença, quer a ausência podem ser virtuais!

Já tinham pensado nesta estória de ausência virtual? Ah pois, mas eu gosto de dar a dica...


DIZ QUE DISSE (pode o nome da nova rubrica do blog)
Quem sofre por amor, diz a Nice que é um "Sofrimento Abençoado", completa dizendo: "Louvado seja o Senhor"!



TENS-ME POR INTEIRO!!!

3 comentários:

Nice disse...

Atenção!!
Quando digo que sofrer por amor é um sofrimento abençoado, digo-o porque, tal como tu,acredito que o amor deve ser vivido na radicalidade da entrega, por inteiro.Nem mais,nem menos,entrega total! Quando se acredita que só assim faz sentido Amar, sempre de olhos postos no Exemplo Maior, então, se durante todo o processo existir alguma quota de sofrimento, tão somente porque não se pode estar sempre perto,(leia-se "presencialmente"),então que venha ele!!Que as pequenas contrariedades sejam encaradas como uma maneira de "pagar o dízimo" por tamanha Graça que nos foi concedida,não esperando pagamento mas pura e simplesmente,por Amor também! :)
Digo e repito: por este tipo de "sofrimento"...Louvado seja o Senhor!

Pin* disse...

fiquei logo presa na fragilidade dos laços humanos e a contraditória necessidade dos mesmos. à medida que ias explanando o tema ia-me identificando... as pessoas buscam o diz que é uma espécie de amor, mas não tem como exemplo, como fasquia o Amor Maior (como dizia a Nice), como será então isso que buscam??? não passará de entusiasmos? brincadeiras? tenho-me questionado sobre isso, porque pretendo construir algo com sentimento, mas também com pés.
gostei da última parte... do sofrimento que falam, esse sofrimento só se verifica quando há doação total, autêntica, doação por amor. gosto de vos ouvir.*

ana disse...

E dás dicas belíssimas.. Se nos quisermos aproximar minimamente do amor que Deus nos tem n podemos (nem de longe nem de perto!) entregar metade. É necessário que a entrega seja plena e mútua pq só assim se vai amar o outro (e consequentemente ele nos vai amar) por inteiro. Claro que há medos, claro que há fortalezas que se criam, claro que há inseguranças... Mas quando o amor é verdadeiro e de entrega plena, pode com tudo isso e mt mais. =)
Eu acredito que sim. E quero amar assim, por inteiro. Pq isso me aproxima do que amo e de Deus.
=)
Beijo grande meu Joks querido!*